quarta-feira, 27 de maio de 2009

Etimologia do dia: Dízima Periódica

Ela é complexa.
Está sempre presente (graças às interferências de Murphy, que era amisíssimo de Pitágoras) nos resultados das divisões inexatas.
É sempre uma resposta que faz até a calculadora mais poderosa do mundo exibir uma notação científica muito parecida com um ERRO.
Ela é a Dízima Periódica.

Este termo surgiu antes de Chicago Bulls existir.
Antes mesmo de sua vovó descobrir a anatomia de seu vovô.
Muito antes de Carlota Joaquina fazer suas peripécias e ser chamada de "A Louca" (inclusive, foi um descendente dela que resolveu entrar para a noite e criar a balada que leva o mesmo apelido de sua ancestral).
Muito antes até mesmo de Isaac Newton tentar acertar um passarinho com estilingue, errar, acertar uma maçã e descobrir a gravidade.

Ele surgiu na idade Antiga, ainda com os egípcios: famosos escritores de epopéias matemáticas.

Nessa época, o Egito sofria constantes ataques de um povo nômade que se chamava "Périos de Dicas" - inclusive é esse o mesmo povo que descobriu a periodontia e desenvolveu suas técnicas.

Este povo tinha como estratégia de guerra atacar seus inimigos de tempos em tempos, sempre precedendo os ataques com o envio de papiros com inscrições ameaçadoras - o que também deu origem ao termo "periódicos" tão conhecido pelos leitores dessa forma de publicação impressa.

Durante a 4ª e a 7ª dinastia de imperadores desse povo, eles realizaram esses ataques.

Após muita conversa em conferências com os escravos criadores de pirâmides, escribas e sacerdotes, o Egito começou a se revoltar com a submissão com que ia levando toda aquela história. Tratou então de se armar.

Com a proximidade do solstício de inverno na região, época esta em que geralmente acontecia algum ataque, o Faraó Tutan Seinmon (avô de Tutan Kamon) reuniu o topo da pirâmide social egípcia para preparar a estratégia de cerceamento de evidências de contra-ataque para o inimigo. Com isto, planejaram o que foi a precursora da tática do Cavalo de Tróia, erroneamente dita como totalmente original e inédita.

Chega o grande momento da verdade.

Tropas preparadas e camufladas em cabanas subareianas (o mesmo que subterrânea, só que para o caso de areia) aguardando pela chegada do inimigo. Estamos falando agora do, até então, covarde povo egípcio e, agora, bravo e valente.

Os nômades de Périos de Dicas invadem a região. Neste mesmo momento, Tutan Seinmon sai bravamente de seu esconderijo montado em seu camelo mais veloz - outro fato histórico que marcou toda uma geração de escritores que doaram seus livros à corte portuguesa, fazendo com que chegasse às mãos do pequeno Pedro II e o motivasse a representar da mesma forma quando proclamou a independência do Brasil - e dá o sinal de guerra gritando afobada e rapidamente: "Dizima os Périos de Dicas!". Este grito foi dado quando Tutan viu 10 soldados se aproximando e, esse número também está relacionado a "decimalidade" da expressão matemática.

Nessa época, a conjugação dos verbos no imperativo era diferente de como é hoje. Por esse motivo, o verbo "dizimar" apresenta-se desta forma, em vez de "dizimem" e, pela importância histórica do ocorrido, foi mantido independentemente das flexões ocorridas normalmente na língua ao longo do tempo.

Desta maneira, percebe-se que não poderia ser melhor o nome dado a esse tipo de resultado matemático, já que ele é tão complexo e amedrontador quanto o fato que originou esse nome.

Então, agora, você já sabe. Matemática é coisa séria.

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